sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A ESTRELA DE PRATA, de António Torrado


   Numa árvore que eu cá sei - que nós sabemos - estão uma estrela de prata e uma bola de cristal.
   - Que fazemos aqui? - perguntou a estrela.
   - Estamos a enfeitar - respondeu a bola.
   - O que é enfeitar? - perguntou a estrela.
   - É fazer vista, ornamentar, alindar... - respondeu a bola de cristal.
   Passou-se um tempo e a estrela perguntou de novo:
   - Porque estamos a enfeitar?
   - Porque esta árvore não é como as outras. Os frutos dela são raros.
   Aparecem um dia, luzem o seu quê, conforme sabem ou podem, e depois são colhidos e guardados, até para o ano.
   A bola de cristal tinha muita experiência de outros Natais, ao passo que a estrela era nova, de prata fresca, e não sabia quase nada. Mas tinha ouvido falar que havia estrelas cadentes, estrelas que caem do céu e no céu desaparecem, num sopro de luz.
   - Não serei uma dessas? - perguntou à bola.
   - Talvez sejas, talvez não sejas... Mas não experimentes.
   Passou-se um tempo mais, e a estrela guardou para si aquela ideia, uma ideia pequenina. "Não experimentes", dissera-lhe a bola. E se experimentasse? Foi o que fez.
   Caiu, num susto, mas como era leve, inocente e frágil, uma corrente de ar, vinda de uma porta aberta, algures, levou-a consigo.
   Levou-a consigo e fê-la poisar, sem estrago, no fofo musgo.
   - Olha, é a estrela da gruta - disse alguém que estava a armar o presépio.
   E estrela do presépio ficou.
   Donde estava, onde a puseram, via o presépio, os pastores, os reis magos, as lavadeiras com a trouxa à cabeça, as leiteiras com a bilha à cinta, os vagabundos, o moleiro, o azeiteiro e todo o povo do presépio e mais as pessoas de carne e osso, que vinham admirar aquela lindeza, sorrir para o Menino Jesus e olhar para a estrela, suspensa do alto da gruta.
   Estrela de oito pontas que era, a apontar em todas as direções, nem ela sabia para onde, brilhou imenso. Brilhou o mais que pode.
   Para o ano, a estrela de prata já tem muito que contar à bola de cristal.
 
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PALMIRA, A OVELHA COMILONA






Autor: Elisabeth Perestrelo 
Ilustração: João Concha













      Hoje fomos à Biblioteca Municipal, com os nossos colegas do 3.ºA, ouvir uma estória de Elisabeth Perestelo, que nos falava de uma ovelha comilona e que não fazia uma alimentação saudável, acabando por ir parar a uma clínica.
        Foi tudo muito divertido. A estória foi-nos apresentada num tapete de estórias e fomos interagindo com a D. Paula.  




 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA

         O Dia Internacional dos Direitos da Criança coincide com os 45 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos das Crianças pela Assembleia das Nações Unidas.
      Para comemorar a data e promover uma reflexão em torno dos direitos da criança, mais uma vez, alguns agentes da Escola Segura estiveram connosco.
Em 20 de Novembro de 1959, a ONU fez a Declaração dos Direitos da Criança, com 10 artigos:

1-
A criança deve ter condições para se desenvolver física, mental, moral, espiritual e socialmente, com liberdade e dignidade.
2- A criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade, desde o seu nascimento.
3- A criança tem direito à alimentação, lazer, moradia e serviços médicos adequados.
4- A criança deve crescer amparada pelos pais e sob sua responsabilidade, num ambiente de afeto e de segurança.
5- A criança prejudicada física ou mentalmente deve receber tratamento, educação e cuidados especiais.
6- A criança tem direito a educação gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares.
7- A criança, em todas as circunstâncias, deve estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.
8- A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono e exploração. Não deverá trabalhar antes de uma idade adequada.
9- As crianças devem ser protegidas contra a prática de discriminação racial, religiosa, ou de qualquer caráter.
10- A criança deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade, fraternidade e paz entre os povos.
 
 

POEMAS DA MENTIRA E DA VERDADE

domingo, 18 de novembro de 2012

SEMANA DE 19 A 23 DE NOVEMBRO DE 2012


A BIBLIOTECA ESCOLAR É:


O CIGARRO E A CIGARRA

    Na sexta-feira, dia 16 de novembro, dedicamos parte do nosso dia a uma poesia de Luísa Ducla Soares - "O CIGARRO E A CIGARRA" (in Poemas da Mentira e da Verdade).
    Começamos por lê-lo, explorá-lo, copiá-lo e elaborar um trabalho incidindo nas características do cigarro e da cigarra.
      Não esquecer que este poema serviu de mote para conversarmos sobre o tabaco e os seus malefícios.